Apartamentos são coisas muito curiosas. Eu e minha curiosidade quase mórbida não perdemos oportunidades de perscrutar a intimidade alheia. Portas que se escancaram e revelam interiores.
Não é bisbilhotice. É interesse antropológico.
Imagine você, apartamentos são ideais para estudos desse gênero. Afinal são feitos praticamente idênticos aos seus pares, são em número adequado e ocupados por diferentes tipos de gente. O observador não precisa de muito perspicácia para averiguar que: Em um espaço muito semelhante, ambientes muito diversos podem surgir. Nós é quem temos a maior contribuição à trasformação do espaço.
Crônicas e outras historinhas infames. Mal-humor, humor negro e outras coisinhas patológicas. Leia, reflita se for o caso, e não me amole.
quarta-feira, setembro 27, 2006
terça-feira, setembro 12, 2006
Me assuta como muitas coisas não são resolvidas a contento simplesmente por que falta um diálogo aberto e franco. Será que precisamos ter sempre uma pedra na mão? Será que precisamos enxergar todos como possíveis rivais ou inimigos? Precisamos de fato sabotar todos os projetos que não nos dizem respeito?
Ando cansado dessa política velada de sabotagem sistemática. Ainda acho que se uma pessoa cresce, as demais também crescem.
Mineiro não é solidário nem no câncer.
Ando cansado dessa política velada de sabotagem sistemática. Ainda acho que se uma pessoa cresce, as demais também crescem.
Mineiro não é solidário nem no câncer.
terça-feira, setembro 05, 2006
Olho com bastante desconfiança essa aproximação do marketing com a política. Anunciar candidatos a cargos públicos como produtos me incomoda profundamente. Em uma eleição, o momento é de discutir propostas, rumos, não ficar tentando criar uma ficção em cima de uma potencial autoridade.
A publicidade é sobre vendas, lucros. Deveriamos ter transparência, o mínimo de maquiagem. Nem quero saber qual o candidato que lava mais branco.
Toda esse "jogo de cena" só desvia atenção das coisas que de fato deveriamos estar discutindo. Ainda mais agora, com todas as instituições enlameadas até o teto.
A publicidade é sobre vendas, lucros. Deveriamos ter transparência, o mínimo de maquiagem. Nem quero saber qual o candidato que lava mais branco.
Toda esse "jogo de cena" só desvia atenção das coisas que de fato deveriamos estar discutindo. Ainda mais agora, com todas as instituições enlameadas até o teto.
sábado, setembro 02, 2006
Quando os cientistas acabarem de explicar tudo, e descobrirem a lei que rege tudo, unindo todas as forças físicas, ainda assim deixarão algo de extrema importância de fora. Mesmo que se descubra como as coisas são uma só, há ainda uma força que não se encaixa em nada. Sabemos da gravidade, do magnetismo e da eletricidade, mas não sabemos dizer nada sobre a vontade.
A vontade, outra força oculta e misteriosa que modifica o universo, não se assemelha em nada com os outros fenômenos, justamente talvez por não ser uma entidade absolutamente física. As coisas são feitas de particulas e de energia, mas a vontade não.
Sabemos bem a diferença entre uma pedra e uma samambaia ou um porco espinho. É justamente isto. Anima, alma, vontade. A capacidade de transformar o mundo, mesmo que na contra-mão da entropia. Para a vontade, os fenômenos não são todos indiferentes.
Como algo tão peculiar e caprichoso pode existir. Acidente ou incidente premeditado?Talvez jamais saberemos em verdade... Há mistérios insondáveis...
A vontade, outra força oculta e misteriosa que modifica o universo, não se assemelha em nada com os outros fenômenos, justamente talvez por não ser uma entidade absolutamente física. As coisas são feitas de particulas e de energia, mas a vontade não.
Sabemos bem a diferença entre uma pedra e uma samambaia ou um porco espinho. É justamente isto. Anima, alma, vontade. A capacidade de transformar o mundo, mesmo que na contra-mão da entropia. Para a vontade, os fenômenos não são todos indiferentes.
Como algo tão peculiar e caprichoso pode existir. Acidente ou incidente premeditado?Talvez jamais saberemos em verdade... Há mistérios insondáveis...
terça-feira, agosto 29, 2006
Ano eleitoral tem uma das atividades mais bizarras que eu tenho notícia, o tal do horário eleitoral gratuito.
Você tem duas opções não excludentes. A primeira é sentar e rir do naipe dos candidatos, em especial os dos partidos nanicos e radicais ortodoxos...
A segunda é sentar e chorar, já que este show de horrores irá representar a sua vontade perante este incrível circo demagógico chamado Brasil.
Você tem duas opções não excludentes. A primeira é sentar e rir do naipe dos candidatos, em especial os dos partidos nanicos e radicais ortodoxos...
A segunda é sentar e chorar, já que este show de horrores irá representar a sua vontade perante este incrível circo demagógico chamado Brasil.
domingo, agosto 27, 2006
Desde que me formei, tenho sido um funcionário público. Rodei as três esferas, mudei meu tipo de trabalho, mas ainda estou no público. Uma das grandes coisas que aprendi no serviço público foi a apreciar o café. E não estou falando do ritual sagrado de abandono regular das atividades laborativas, mas da bebida em si.
Apesar de ser um grande causador de azia (a cafeína relaxa o esfincter do esôfago) adaptei-me ao seu consumo. Desde que não exagere na dose. Aprecio o café forte e sem açucar, nada de águas sujas meladas... Não é regime ou coisa parecida, o açucar tira o gosto da bebida. E de tudo mais na verdade... Ainda não descobri se tenho algum efeito "psicotrópico" importante, mas não importa, bebo pelo sabor.
O café é originário da Etiópia, foi disseminado pelos árabes e segundo consta, é o segundo maior produto de comércio internacional, perdendo apenas para o petróleo. É estimado que um terço do que se consome de água é o volume consumido de café no mundo. Já tentaram provar que o café traz malefícios á saúde mas nada foi provado. Nem de malefícios nem de benefícios...
Beber café é uma das coisas mais universais que eu tenho notícia.
Apesar de ser um grande causador de azia (a cafeína relaxa o esfincter do esôfago) adaptei-me ao seu consumo. Desde que não exagere na dose. Aprecio o café forte e sem açucar, nada de águas sujas meladas... Não é regime ou coisa parecida, o açucar tira o gosto da bebida. E de tudo mais na verdade... Ainda não descobri se tenho algum efeito "psicotrópico" importante, mas não importa, bebo pelo sabor.
O café é originário da Etiópia, foi disseminado pelos árabes e segundo consta, é o segundo maior produto de comércio internacional, perdendo apenas para o petróleo. É estimado que um terço do que se consome de água é o volume consumido de café no mundo. Já tentaram provar que o café traz malefícios á saúde mas nada foi provado. Nem de malefícios nem de benefícios...
Beber café é uma das coisas mais universais que eu tenho notícia.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Em certas ocasiões da vida nos apaixonamos por uma idéia. Não sei se pelas circunstâncias, se pela sede ou por outra necessidade qualquer. Trasformamos essa idéia no mote do dia a dia, na razão de nossa existência. Essas idéias variam de conteúdo e de materialidade, de contexto e de motivação.
O ideante então tenta, contra todas as evidências e realidades, provar a si, e por vezes aos outros, que tal idéia pode ser algo mais que mera substância etérea. Por vezes, até sucedem, mas na maioria das vezes não logram êxitos, apenas frustrações.
É como bem sabemos, o mundo das idéias é perfeito. O ideal basta a si mesmo. Mas vá plantar feijões na aridez do real...
O ideante então tenta, contra todas as evidências e realidades, provar a si, e por vezes aos outros, que tal idéia pode ser algo mais que mera substância etérea. Por vezes, até sucedem, mas na maioria das vezes não logram êxitos, apenas frustrações.
É como bem sabemos, o mundo das idéias é perfeito. O ideal basta a si mesmo. Mas vá plantar feijões na aridez do real...
domingo, agosto 13, 2006
Estava a discutir qualquer bobagem, quando me brindaram com o óbvio. O tempo passa. Sim, é tudo que o tempo sabe fazer. A ampulheta simboliza ( e não mede) com precisão o conceito.
E como todas as coisas óbvias, esta também nos passa desapercebida. Talvez por só conseguir ver a areia escorrer, ou mensurar a já corrida, nunca temos a dimensão real da areia ainda por vir. Mas por que se preocupar com o imprevisível e inevitável?
A areia que corre é apenas um marco, um lembrete, não a coisa em si. A vida não é a areia que se foi, ou a que está por cair, mas no fluxo. Do realizado ao devir, mas fora de ambos. É aquele minúsculo e indefinível gargalo onde as areias do tempo passam de promessas a lembranças.
E como todas as coisas óbvias, esta também nos passa desapercebida. Talvez por só conseguir ver a areia escorrer, ou mensurar a já corrida, nunca temos a dimensão real da areia ainda por vir. Mas por que se preocupar com o imprevisível e inevitável?
A areia que corre é apenas um marco, um lembrete, não a coisa em si. A vida não é a areia que se foi, ou a que está por cair, mas no fluxo. Do realizado ao devir, mas fora de ambos. É aquele minúsculo e indefinível gargalo onde as areias do tempo passam de promessas a lembranças.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Minha roseirinha tem me relembrado de minhas valorosas lições da botânica ( jardinagem na verdade...) aplicadas a vida. Tendo tido outrs roseirinhas, acxreditei que seria fácil tê-la sempre verdejante e florida. No "manual" de intruções dizia: "Muito sol e muita água, não deixe ajuntar água no pratinho". Simples. Descobri o lugar mais ensolarado da casa e regava duas vezes por dia. Toda vez que negligênciava minhas obrigações, ela murchava, mas retornava ao que era antes se corrigido o erro. Entretanto, com o tempo as folhas foram ficando secas e queimadas, as flores esturricaram e eu estupefato não compreendia nada. Até que reparei o vaso esquentava demais, o vento ajudava a secar a água do vaso.
Após uma poda providencial, galhos e flores secas, que só atrasam o crescimento do resto saudável, realoquei-a em um lugar mais protegido e menos ensolarado. Os botões ainda não apareceram, mas as folhas em brotamento já recuperaram o viço. Agora é tempo e torcer contra qualquer eventualidade.
Após uma poda providencial, galhos e flores secas, que só atrasam o crescimento do resto saudável, realoquei-a em um lugar mais protegido e menos ensolarado. Os botões ainda não apareceram, mas as folhas em brotamento já recuperaram o viço. Agora é tempo e torcer contra qualquer eventualidade.
quarta-feira, agosto 02, 2006
Ao olhar para trás nos últimos 4 anos não consigo admitir qualquer sentido. As coisas foram acontecendo, meio que a minha revelia... As coisas que desejei (ainda que pelos motivos equivocados...) não tive. As coisas que planejei, não aconteceram. As coisas que desisti, conquistei. E o amanhã? Não sei. Tudo é incerto, duvidoso, nebuloso... Arrependimentos? Vários... Tempo é muito precioso para se desperdiçar.
Abrace o caos e deixe-se conduzir por seus caminhos tortuosos. A liberdade é só mais uma ilusão.
Abrace o caos e deixe-se conduzir por seus caminhos tortuosos. A liberdade é só mais uma ilusão.
terça-feira, julho 25, 2006
Nunca fui um excelente enxadrista. Nunca tive muita disciplina para quase nada mesmo... Mas do xadrez, compreendi muitas coisas que tento aplicar na minha vida.
O importante é o rei, todas as demais peças são apenas ferramentas para mantê-lo vivo, mesmo que a custa de sacrifícios. Tanto apegar-se às peças , assim como sacrificá-las a troco de nada são caminhos certos à derrota.
Há mais coisas ao jogo que apenas o ganho material, a maioria numérica. O controle do centro, permite que você tenha uma maior influência sobre o tabuleiro, melhorando a eficência das suas peças. E há a coisa mais imaterial e importante de todas: A iniciativa. É ela quem determina quem dá as cartas e estabelece o ritmo do jogo. É ela quem determina quem é o caçador ou a presa.
O importante é o rei, todas as demais peças são apenas ferramentas para mantê-lo vivo, mesmo que a custa de sacrifícios. Tanto apegar-se às peças , assim como sacrificá-las a troco de nada são caminhos certos à derrota.
Há mais coisas ao jogo que apenas o ganho material, a maioria numérica. O controle do centro, permite que você tenha uma maior influência sobre o tabuleiro, melhorando a eficência das suas peças. E há a coisa mais imaterial e importante de todas: A iniciativa. É ela quem determina quem dá as cartas e estabelece o ritmo do jogo. É ela quem determina quem é o caçador ou a presa.
sábado, julho 22, 2006
Eu estou ficando cada vez mais tolerante com a vaidade alheia. Acho que a exposição excessiva está me fazendo menos irritado com ela. Deve ser uma espécie de instinto de sobrevivência, ou arrefecimento do reflexo pelo excesso...
Em compensação estou cada dia mais furioso com a preguiça alheia. Acho que deve ser minha "sindrome da eficiência" se manifestando...
Em compensação estou cada dia mais furioso com a preguiça alheia. Acho que deve ser minha "sindrome da eficiência" se manifestando...
quinta-feira, julho 20, 2006
Eu não tenho o hábito de ir ao cemitério do Bonfim. Não que as pessoas tenham algum hábito do gênero, é mais questão de "ordem social". Sendo o Bonfim um cemitério de famílias tradicionais e mais endinheiradas, tenho poucas oportunidades de lá dar as caras. Não que os ricos não morram, eu só não os conheço o suficiente para lhes velar os corpos. Meus mortos geralmente vão para a Colina, mais humilde e condizente com minha vida.
É como cantam: "Quem não tem balangandãs, não vai pro Bonfim".
É como cantam: "Quem não tem balangandãs, não vai pro Bonfim".
sábado, julho 15, 2006
É claro que esperar que as coisas aconteçam sozinhas é uma estratégia viável! Mesmo que estejamos parados, o universo continua a se manifestar.
Façamos a seguinte experiência: Não toque em nada por duas semanas. Se ainda estiver vivo (ou interessado) verá que as coisas continuam acontecendo!
Livros juntam poeira, pão cria bolor, frutas apodrecem, plantas secam e contas vencem.
Façamos a seguinte experiência: Não toque em nada por duas semanas. Se ainda estiver vivo (ou interessado) verá que as coisas continuam acontecendo!
Livros juntam poeira, pão cria bolor, frutas apodrecem, plantas secam e contas vencem.
Outro dia alguém me disse que eu sofria de "sindrome de eficiência". Embora desconheça tal entidade clínica e não saiba exatamente o que ela quer dizer, devo admitir que devo ser afligido por tal moléstia.
Não suporto ficar discutindo o sexo dos anjos enquanto a vida clama por soluções, destesto refazer o que já fiz a contento uma vez, me apavoro diante do trânsito lento.
Nada contra caminhadas idílicas e momentos de relaxamento quando oportunos, mas gastar 2 centavos em algo que merece 1, é desperdício. E como o tempo é limitado e inclemente, tudo tem uma certa urgência.
Não suporto ficar discutindo o sexo dos anjos enquanto a vida clama por soluções, destesto refazer o que já fiz a contento uma vez, me apavoro diante do trânsito lento.
Nada contra caminhadas idílicas e momentos de relaxamento quando oportunos, mas gastar 2 centavos em algo que merece 1, é desperdício. E como o tempo é limitado e inclemente, tudo tem uma certa urgência.
sexta-feira, julho 07, 2006
Acordo pela manhã. Meu travesseiro e minha cama está cheia de cabelos. A maioria é minha... Apóas uma breve inspeção de meus aposentos, noto uma quantidade considerável de pêlos pelos cantos. Rumo então automaticamente ao banheiro, próximo santuário do ritual diário. Pêlos pelo chão, nas paredes e no box do chuveiro, no sabonete, na pia.
Incrível como quando a mão mágica e silenciosa da ordem se ausenta, as coisas seguem seu curso natural. Alías, natural é a palavra mais adequada. Eu, mamífero e primata, simeóide semi-inteligente, não tenho como fugir de mim mesmo.
Acho que terei de ser mais condescendente com os meus irmãozinhos, os pequenos mamíferos domésticos.
Incrível como quando a mão mágica e silenciosa da ordem se ausenta, as coisas seguem seu curso natural. Alías, natural é a palavra mais adequada. Eu, mamífero e primata, simeóide semi-inteligente, não tenho como fugir de mim mesmo.
Acho que terei de ser mais condescendente com os meus irmãozinhos, os pequenos mamíferos domésticos.
domingo, julho 02, 2006
Sábado a tarde... Todos prometiam públicos recordes, muita animação e bebedeira. Entretanto adentro a praça da Bandeira, quase deserta, prossigo pela Bandeirantes, também as moscas, desco a Montes Claros rumo ao que era há alguns dias atrás o point da galera nos jogos da copa. Igualmente desolada, com alguns gatos pingados escorrendos pelos cantos... Não consigo disfarçar um discreto sorriso de satisfação...
Mas alto lá! Não me chamem de infiel, contra-patriota, de entreguista! Deixe me esclarecer meu ponto de vista: eu acredito na vitória do mérito. Jogamos mal, perdemos, agora de volta pra casa.
Segundo, ficar aqui discutindo sobre futebol está encobrindo assuntos muito mais relevantes para o futuro deste pobre país... Mas nisto eu já estou ficando repetitivo e poupo-lhes.
Terceiro, a copa estava tornando minha vida impraticável. Todo meu tempo disponível para assuntos administrativos era ocupado por partidas da selecinha, e portanto indisponíveis de fato.
E quarto, a histéria acabou. Diz a sabedoria popular que histeria é falta de falo. Estranhamente, a seleção recebeu a sua cota, e toda histeria sobre copa do mundo acabou-se por completo... Remédio milagroso!
Mas alto lá! Não me chamem de infiel, contra-patriota, de entreguista! Deixe me esclarecer meu ponto de vista: eu acredito na vitória do mérito. Jogamos mal, perdemos, agora de volta pra casa.
Segundo, ficar aqui discutindo sobre futebol está encobrindo assuntos muito mais relevantes para o futuro deste pobre país... Mas nisto eu já estou ficando repetitivo e poupo-lhes.
Terceiro, a copa estava tornando minha vida impraticável. Todo meu tempo disponível para assuntos administrativos era ocupado por partidas da selecinha, e portanto indisponíveis de fato.
E quarto, a histéria acabou. Diz a sabedoria popular que histeria é falta de falo. Estranhamente, a seleção recebeu a sua cota, e toda histeria sobre copa do mundo acabou-se por completo... Remédio milagroso!
sexta-feira, junho 30, 2006
Das minhas longas e esporádicas batalhas com varais de roupa, aprendi que o primeiro varal é relutante. Se esforça de todas as maneiras em me frustrar os intentos. Buchas e parafusos que não seguram, cordas que se recusam a compartilhar comprimentos, nós que se desfazem como que por magia...
O segundo varal entretanto, vendo toda aquela vã faina, compreende que todo esforço é inútil, e se entrega docemente a seu destino.
O segundo varal entretanto, vendo toda aquela vã faina, compreende que todo esforço é inútil, e se entrega docemente a seu destino.
terça-feira, junho 27, 2006
Tem dias que me pego pensando no passado. As coisas que acreditei, as pessoas que acreditei, as coias que tive de viver e sobreviver... Tanta coisa mudou, tanta coisa desmoronou... E outras surgiram no lugar, meio tímidas e temerosas, mas resolutas.
Mas o vazio permanece, a sede permanece, sempre me lembrando que o mundo pode mudar de aparência, mas as verdadeiras questões continuam.
Mas o vazio permanece, a sede permanece, sempre me lembrando que o mundo pode mudar de aparência, mas as verdadeiras questões continuam.
segunda-feira, junho 26, 2006
Limbo. Segundo a tradição cristã, é o lugar onde as almas que não pecaram, mas não foram batizadas vão parar. São basicamente dois possibilidades... Crianças que morrem muito precocemente ou pessoas que nasceram antes de Cristo, e portanto não puderam "aceitá-lo".
O raciocínio é simples. Não merecem o inferno, mas não cumprem o protocolo para vislumbrar o paraíso. Então ficam ali na meiuca, meio perdidos naquela terra de ninguém, nas frestas das leis celestiais...
O raciocínio é simples. Não merecem o inferno, mas não cumprem o protocolo para vislumbrar o paraíso. Então ficam ali na meiuca, meio perdidos naquela terra de ninguém, nas frestas das leis celestiais...
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